Entrevistas | Interviews

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Textos | Texts

Nos olhos de Adriana Affortunati

Francisco Rocha

"..a artista está à cata das coisas que apodrecem em silêncio, que expressam a melancolia da disfunção, das coisas encolhidas num cantinho do mundo, desprezadas, das coisas que jazem no olvido-tumba. Desse passeio apaixonado pela obra ruinosa do tempo, nasce o gesto de eleição e recolha que arranca velhos lençóis, troços de concreto, pedaços de mangueira, cascas de ovos – e outros restos – do abandono mundano, ao qual foram relegados, para entregá-los ao zelo da instauração estética."

Il lavoro di Adriana

Francesca Sassu
dezembro 2016

interessata a dare nuove forme a ciò che in passato viveva di una precisa funzione, e a scavare alla ricerca del bello in ciò che bello non è più, secondo chi lo vede (o non lo vede) ogni giorno.

Artista prolifica, generosa, femminile, non si risparmia nella sua produzione, qualora trovi un filone di ricerca che la stimoli e la animi. E in Sardegna l’ha trovato nell’abbandono di un paese che, in quanto a dinamiche di spopolamento, non smentisce, ma conferma ampiamente i dati preoccupanti dell’entroterra sardo.

Querida Adriana,

Renato Pera
junho 2015

Um olhar excessivamente formal, exclusivamente dirigido para as modalidades artísticas, reduziria o interesse de seu trabalho, circunscrevendo-o por atitudes compositivas, superficialmente pictóricas. O uso dos objetos não se reduz a uma relação nostálgica ou evasiva, cujos sentidos almejam a uma a-historicidade, sobrevivência incorpórea, diáfana. Não. Os objetos buscam reviver tragédias e dores, traumas e emoções reais, espessas e concretamente presentes. Qual categoria de objetos, afinal? Trapos, roupas rasgadas, restos, móveis e objetos decorativos incompletos, já velhos e decompostos. Objetos que guardam marcas do uso repetitivo, que denunciam um comportamento cotidiano (ou obsessivo). “Repetição” em seu trabalho deve ser entendida como revivescência. Revive-se inúmeras tragédias anônimas, identidades que se perderam definitivamente.

Arcabouços da Memória

Alessandra Affortunati Martins Parente
junho 2012

O ocre e suas diferentes tonalidades não são apenas cores nos trabalhos de Adriana Affortunati. Incrustados na obra, esses tons carregam resquícios da memória. Há certa viscosidade aderente nas lembranças da artista. Sendo quase uma espécie de betume amorfo que se alastra, suas reminiscências são arrancadas de seu corpo na medida em que se transformam em uma arquitetura da memória.

 
 
 

BIO

Adriana mantém um  olhar constantemente atento para coletar objetos ou locações abandonadas e / ou mal cuidadas, que encontra por onde passa. O que resulta em um uso extremamente variado de materiais e tamanhos. Seu trabalho tem forte presença formal e matérica, e se aprofunda em diálogos com a história, a psicanálise e a filosofia. 
 

Adriana Affortunati nasceu em São Paulo, Brasil (1982) onde mantém seu ateliê fixo e é co-idealizadora e organizadora, junto de Lia Nasser, do Roteiro de Ateliês, mapeamento de ateliês na cidade. Atualmente vive em Krems, na Áustria onde mantém um ateliê temporário.

Adriana 
é Bacharéu em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e estudou Filosofia e Estética Contemporânea na Università Statale di Milano, Na Itália.

Adriana mantém um constante olhar atento para coletar objetos ou locações abandonadas e / ou mal cuidadas, que encontra por onde passa. O que resulta em um uso extremamente variado de materiais e tamanhos. Seu trabalho tem forte presença formal e matérica, e se aprofunda em diálogos com a história, a psicanálise e a filosofia. 
 

Adriana Affortunati nasceu em São Paulo, Brasil (1982) onde mantém seu ateliê fixo e é co-idealizadora e organizadora, junto de Lia Nasser, do Roteiro de Ateliês, mapeamento de ateliês na cidade. Atualmente vive em Krems, na Áustria onde mantém um ateliê temporário.

Adriana 
é Bacharéu em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e estudou Filosofia e Estética Contemporânea na Università Statale di Milano, Na Itália.

 

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Not Random Art

The contemporary art review

Issue 13 - May 2019

Entrevista | Interview

revista Bravo!

A artista Adriana Affortunati encontra, em objetos que já perderam a sua função original, a potência da poesia. Visitamos seu ateliê para entender como ganham alma esses peças descartadas e como ela trabalha a memória a partir de coisas e palavras. Sua exposição "Antes do Pó" fica em cartaz até 10 de novembro na Galeria Virgilio, em São Paulo.

Revista Bravo!

Seoul Museum of Art | Sema Nanji

Sema Nanji 2018

Prosa com poeta

a artista Adriana Affortunati trabalha com ruínas e conhece o mundo e seus idiomas através de residências artísticas.

Leia a Entrevista

Revista Virgilio

Vol. I 2018

Entrevista André Resende

Open Art, Suécia

video

Entrevista no ateliê da artista

Entrevista durante Residência Artística pelo PAS - Progetto Atelier Sardegna, Itália

 

As obras de Adriana Affortunati se configuram a partir do acúmulo de objetos desgastados pelo tempo, pelo uso e carregados de memória. São trabalhos feitos de farrapos, de trapos que denunciam a passagem do tempo. São indícios de antigas histórias coletadas e reorganizadas na tentativa de resgatar resquícios do que já passou. Esses restos de tempo impregnados na matéria são vistos como elementos gráficos ou pictóricos que servem a compor suas obras, assim como o colorido natural dos tecidos e as diferentes texturas dos materiais que usa.

Metrópolis

TV Cultura

Em 2009, convidei cinco artistas plásticas a participar de um desafio para o site da Trip: produzir (ou nos mandar) um auto-retrato sensual, feito do mesmo jeito que elas fariam uma obra. Marcela Tiboni, Cris Bierrenbach, Luiza Crosman, Fernanda Alexandre e Adriana Affortunati enviaram diferentes versões do que achavam ser a relação entre arte e sensualidade.

O que eu mais gostei foi o da paulistana Adriana Affortunati. Ela tem feito experimentos com costura, mas para essa matéria, ela teve uma ideia muito legal e acabou decidindo fazer um vídeo. O tempo todo ela brinca com a ideia de que o mistério faz as vezes de osso da sensualidade. Desabotoa-se para nunca revelar, as transparências só sugerem. Não dá para ter certeza de que estamos vendo o que estamos vendo (seios), apesar de querermos acreditar nisso. 

Mais fortes são as palavras. Ao invés das mãos tocarem a pele, a caneta marca o corpo enquanto ele se desvela e se cobre de novo. Falar é mais importante do que agir? Falar com alguém que é um objeto sensual é escrever palavras em seu corpo, provocar reações mesmo sem usar as mãos? Acho que sim."

 

Diogo A Rodriguez, jornalista

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