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2020. DAVID KOMARY

Affortunati ist weniger an endgültigen Formen und finalen Werken interessiert, sie zielt stattdessen auf eine augmentierte Wahrnehmung des Hier und Jetzt. Sie schafft mnemische Skulpturen und Installationen aus alten Gebrauchsgegenständen, die sie sukzessive zusammenträgt um dem Ort der Installation zu einer gesteigerten räumlich-situativen Erfahrbarkeit zu verhelfen und ihn mnemisch und narrative aufzuladen.

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2019. NOT RANDOM ART INTERVIEW

"Trying to translate an idea to the paper or to the matter, never worked out for me.  I highly avoid that.  I`ve realised that the stains or rips, gained naturally with time and use, cannot be made intentionally. It has a spontaneous gesture quality that we cannot achieve. Time can be seen on the surfaces, on us. And that`s what I look for: signs of time."

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2018. FRANCISCO ROCHA

Nos olhos de Adriana Affortunati, as mãos do tempo laboram a finitude das coisas. A artista espreita o trabalho da decomposição como quem contempla a verdade do mundo – o ser-para-a-morte – e deseja exibi-la.

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2017. DOMINIQUE ULYS

Ayant ainsi constitué patiemment cette sorte de musée, occupant à lui seul deux ateliers et certains espaces communs d’Est-Nord-Est, Adriana (...) voulait donner une dernière fois à ces choses le pouvoir d’exister avant qu’elles ne tombent dans l’oubli. Pour Adriana, le fait de déplacer les choses est fondamental. C’est un acte d’amour.

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2016. FRANCECSCA SASSU

Il temperamento latino ed estroverso della italo brasiliana Martins l’ha sicuramente aiutata nell’avvicinare una comunità curiosa, ma poco avvezza a raccontarsi e farsi raccontare. Lei ha ascoltato e stimolato la narrazione, si è fatta guidare dal suo affetto per gli oggetti, dall’amore per i segni del tempo e la fisicità, dalla cura materna per ciò che le viene dato e dal desiderio di conoscere quanto di nuovo hanno da dirle gli oggetti e le persone che incontra.

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2015. RENATO PERA

Um olhar excessivamente formal, exclusivamente dirigido para as modalidades artísticas, reduziria o interesse de seu trabalho, circunscrevendo-o por atitudes compositivas, superficialmente pictóricas. O uso dos objetos não se reduz a uma relação nostálgica ou evasiva, cujos sentidos almejam a uma a-historicidade, sobrevivência incorpórea, diáfana. Não. Os objetos buscam reviver tragédias e dores, traumas e emoções reais, espessas e concretamente presentes.

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2012. ALESSANDRA AFFORTUNATI MARTINS

O ocre e suas diferentes tonalidades não são apenas cores nos trabalhos de Adriana Affortunati. Incrustados na obra, esses tons carregam resquícios da memória. Há certa viscosidade aderente nas lembranças da artista. Sendo quase uma espécie de betume amorfo que se alastra, suas reminiscências são arrancadas de seu corpo na medida em que se transformam em uma arquitetura da memória.

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2010. FABIO PADILHA

... para mostrar que Adriana soube reconhecer cada timbre, cada voz que se apodera da condição do inefável, a verdadeira condição da poesia...

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2009. ANNIBAL E BRANCA

Construção e reconstrução são palavras que estão muito presentes no trabalho desta artista, porque em todos os momentos ela re-significa, memórias, objetos e lugares. A partir destas reconstruções nos obriga a parar para olhar e pensar. Olhar mais devagar. Pensar mais devagar e nos abrirmos a experiência que a obra nos propicia, fazendo-nos lembrar que somos seres racionais e sensíveis ao mesmo tempo.

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2008. NICHOLAS PETRUS

Inserida no contexto contemporâneo, a anacronia em relação ao efêmero sistema de produção ou à forma de armazenamento de mensagens atuais, é, sutilmente, o próprio conflito de identidade da sociedade, onde o valor do indivíduo é medido pela sua colocação no sistema de consumo, não pela construção diversa de sua identidade.

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